quinta-feira, 29 de outubro de 2009

mentes sonhadoras

acontece por vezes, a todas a gente, de certeza absoluta.

que tal adormecer, no descanso profundo e quando dás por ti acordas, ou pelo menos pensas que sim, e parece que tudo aquilo é real. hoje aconteceu-me isso e fiquei deprimido, mas mesmo, não por ter acontecido, porque até acho piada ao fenómeno, mas pelo conteúdo em si, que acho que nem merece a pena ser divulgado de já tão banal que é na minha vida. não conseguia sequer perceber se de facto aquilo havia acontecido ou eu estava a alucinar.

de tudo isso recordo-me apenas de acordar meio à nora, meio triste, meio feliz. mas a desilusão maior é quando te apercebes que nada daquilo passou do subconsciente a querer saltar cá para fora, e que a vida continua igual, à forma de como adormeceste.

já não é a primeira vez que isto acontece, da mesma forma, com o mesmo assunto a abordar, tudo igual, até mesmo o sentimento, esse por mais que queira, não muda. pena a minha que tenho a certeza que é isso que falta.

miguel

terça-feira, 27 de outubro de 2009

sentes?

inevitavelmente em tempos que não há grande distracção para alem daquela que proporciono, o espaço para divagar e fazer coisas que por vezes, em tempos ditos normais não fazemos, é coisa que não vai faltando. estava mesmo agora a tentar passar o tempo no computador a ver qualquer coisa que me interessasse, nada, na televisão nem vale a pena falar, peguei de novo na minha bíblia privada, "um outro amor", o autor esse é escusado ser apresentado. apesar das leituras imensas que já dei naquilo, hoje foi mais uma, e se de facto há uma discrição aceitável para aquilo que pode ser uma fonte de inspiração, um refugio, um bem maior, é mesmo isso, é leres, veres, ouvires, e veres-te a ti próprio, sentires-te a ti próprio.

surge isto, quando lia mais uma crónica do pacman, intitulada de "dor de corno" - desfaço desde já a ideia que possa ser o meu caso - mas passo a escrever o seguinte excerto: "Só não sente, quem não se sente. (...) Não poderia concordar mais com isto. Não sendo o tema em questão o "clássico dor-de-corno", ou seja, o amor não correspondido, ou desfeito pela outra parte que não a do autor, (...) O que nos bate mais nesse tipo de temas é a separação, e daí ninguém sai ileso."

isto é perfeitamente perfeito, é bom, e reconfortante sabendo que alguém que tanto se admira, pensa da maneira mais idêntica a nós.

já tinha decidido hoje nem sequer escrever, porque não havia assunto relevante que me levasse a isso, mas depois de ler isto, que secalhar, e certamente para grande parte das pessoas não é mais que nada, isto significa muito, porque a pessoa que nunca tenha sofrido por causa de uma separação, essa pessoa que atire a primeira pedra e eu chamo-lhe de mentiroso.

espero que possa, dar um dia destes, um abraço forte a este homem. é o maior!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

idolos, q.b

sempre gostei imenso dos programas de televisão onde a música entra, sempre!

pelas coisas engraçadas que se ouvem por lá, boas vozes (e prometedoras, por vezes), mas sobretudo, por aqueles que pensam que, mas que não.

o programa que a sic exibe, já na sua terceira série, os "ídolos", são isso mesmo, um programa para tudo e todo o tipo de gostos. há os que sabem, os que não sabem, e os que pensam que sabem, e esses acabam por ser os mais engraçados por todo o espectáculo muitas vezes cómico que proporcionam.

nesta edição há uma participante que me é relativamente próxima, e com quem simpatizo, pela sua forma de ser e estar, é porreira a inês. foi aos castings, que apesar de serem exibidos agora, já lá vai umas semanas valentes, e agora pelos vistos, já vai nos 15 finalistas do programa.

no casting que apareceu na televisão, fez o que se pedia, mas muito bem esgalhado, honrou o ray charles até a mandarem calar.

mas a minha questão depois de ter visto aquilo e de saber que seguiu em frente, e bem em frente, no programa, perguntava-me, secalhar vai os "ídolos" subir à cabeça.

não fazendo a coisa por menos, hoje estive com a personagem em causa, e vi que continua exactamente igual, sem merdices que o pessoal tem a mania de ganhar quando "iupi, apareci na tv", continua a mesma. e é isso que se pede exactamente, assim sim, assim gostei.

apesar das rodinhas baixas e de vir do país das maravilhas, levantou a fasquia e de que maneira.

força inês. parabéns!

assim sim, vale a pena ter alguém conhecido na televisão.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

cabeças trocadas

com tanta coisa que por aqui poderia escrever, hoje decidi, partilhar convosco um texto que escrevi a meados de março, talvez. na altura, quem o leu dizia, isto está tão triste, e não estava, até agora, que percebi o porquê desses comentários.
eis então:

"Eu? Quem sou?

Bom, não sei, eu conheço uma pessoa que trago comigo mas não sei porque.

Não sei por que e que me calhou este ser.

Ninguém me soube ainda responder a isto, acho que ninguém sabe, provavelmente ninguém esta interessado em saber, pois, provavelmente iria ter medo de conhecer mais profundamente essa pessoa.

Porque e que ninguém sabe tudo o que quer saber?

Será que saber a origem de si mesmo, o porquê de tudo tem algum lado sinistro?

Sim, tem, de certeza, e é por isso que não nos lembramos de éramos ainda embriões, e de quando nascemos, e provavelmente de quando há muitos anos morremos.

Já percebi. Então serei eu, e tu, e todos nós, um boneco?

Não me expressei bem, uma personagem por assim dizer.

Uma personagem que neste momento estou a encarnar o papel de alguém.

Então e por isso que as vezes falhamos, que por vezes erramos, que por vezes choramos, e que nos apaixonamos.

Faz sentido, isso acontece quando não se está a representar como deveria ser.

Quando não temos o papel bem estudado.

Pronto, então posso dizer que ando a falhar no meu papel redondamente, por assim dizer. Alias bem como quase todo o elenco.

Falho, erro, choro, e apaixono-me. Secalhar nem gosto muito desta minha personagem.

Não posso opinar sobre o que quero ou não representar?

Vim parar a esta encenação para representar uma pessoa que nem sequer, provavelmente, se enquadra comigo.

Vejamos, represento alguém que não gosta de estudar, e no entanto, às vezes, até estuda, que não gosta de estar triste, e no entanto, volta e meia e está, que só quer ser feliz, e às vezes nem consegue.

Mas ainda assim, por vezes, consigo pegar nesta personagem e fazer dela alguém feliz, que sorri e fazendo-a sentir-se bem.

Não custa muito, mas a personagem que encarnei, por vezes, dificulta em muito a tarefa.

Será que algum dia vai haver outra personagem, como eu, que faço o mesmo que estou a fazer? O mesmo que estou a pensar? Ou será que já existe?

Talvez seja dai que surgem os amores e os desamores. Duas personagem idênticas, cujos interpretes, se completam.

Resumindo então, conclui-se que sou apenas mais uma personagem neste elenco vasto e complexo.

Mas ainda assim, tenho actos em que consigo ser a personagem principal, e é nesses actos que me sinto mais feliz."

seria engraçado se percebessem o porquê de aos olhos de muitas pessoas isto parecer triste, que para mim secalhar não era, alias, ou era, eu estava a tentar dizer algo a mim próprio, mas nem assim.

texto de março 2009

miguel


quarta-feira, 21 de outubro de 2009

vamos ao trabalho

depois de procurar, procurar, e não conseguir encontrar nada, finalmente, anuncio em primeira mão e de forma oficial. arranjei um emprego. isto está complicadíssimo, de tal forma, que só me faltava andar a sublinhar anúncios dos classificados, não na parte de convívio, na outra.

sim, porque até em portais de emprego na net eu andava batido.

verdade se diga que, no meio de tanto azar até que tive sorte. corri um bocadinho de tudo, call center's, lojas de centros comerciais, produtoras audiovisuais, e por fim, kartodromos.

há cerca de um mês foi assim, call center, quando tiver 18 anos passe cá, lojas, nem vê-las, audiovisuais, blá blá blá, mas nada de concreto, por eles estaria a experiência durante milhões de dias, mas sempre a experiencia, para não ver verdinho nenhum, e nos karts era a tempo inteiro. fodido estava eu que não tinha nada para por ao bolso.

agora, situação um mês de pois a poucos dias de fazer 18 anos, call center, já posso, lojas, continua na mesma, de produtora idem aspas aspas, e os karts, sim senhor está aceite.

agora temos uma de duas situações, ou combinaram entre todos lixar-me a vida há um mês atrás, ou um deles, teve piedade de mim e quebrou a promessa. verdade seja dita que a mim não me chateia nada, sempre é alguma coisa que recebo, mas podia já estar a receber se não fossem brincalhões.

paciência eles gostam, o que vale é que pelo menos já perceberam, um deles, que estavam a perder um empregado exemplar, claro, e que não o poderiam desperdiçar.

já agora, a titulo de curiosidade, se me quiserem visitar, estarei pelos lados do campera, no kartódromo, aviso já, que não ofereço voltinhas a ninguém, só se pedirem muito muito, e mesmo assim, são 10,50 euros, 10 minutos.

entretanto, com os 18 anos a estalar, pode ser que arranje uns maços valentes num call center qualquer.

até lá, estou a espera do primeiro ordenado.


miguel

ps: marta, juro-te que tens direito ao que pediste, na altura certa. :)