domingo, 18 de outubro de 2009

o show da vida

hoje, perante um domingo banal, e chato, pois eu detesto os domingos, lá se passou mais uma daquelas tardes ansioliticas, sabendo que no dia seguinte já é segunda-feira. e nisto, a paragem foi por santa cruz, fiquei chateado mal lá cheguei, um dia a bater forte no sol e o mar calmo, nada típico daquela zona, e eu, de calças e t-shirt, nem sequer pude ir molhar os pés. porra, passei lá agosto todo e havia tardes em que até de gorro tinha de estar do frio que se fazia sentir.

enfim, valeu o almoço que até estava bacano. melhor veio depois, à sobremesa, se é que se pode chamar disso mesmo. ao estilo de "5 minutos de fama" eu sou capaz de ter tido 3 segundos, foi o tempo da rita andrade ter dito, o miguel, o rui e o diogo, divertiram-se muito na noite de santa cruz, ponto final, muda a rubrica.

mas foi giro, porque se aqui alguém quer fama não sou eu, e no dia que quiser, juro que vão ouvir falar de mim, nem que para isso seja preciso a maior estupidez do mundo, tipo candidatar-me a câmara municipal nas próximas autárquicas.

verdade, a bem dizer, é que não há de facto nada melhor do que exactamente isso, nada. nada de preocupações, nada de problemas, nada de chatices, nada de comboios suburbanos, nada de metro, nada de nada. apenas tu, e só tu, e se a companhia então ajudar, és capaz de fazer desse domingo, ou outro dia qualquer, um verdadeiro show, chama-lhe antes, uma verdadeira vida.

miguel

(abs)olutamente escusado

quando digo que sair na noite de lisboa não me desperta muito a atenção, não tem muito a ver com a noite em si, mas mais pelo que a envolve. graças ao meu historial glorioso no que toca às noites em lisboa, que grande parte das vezes a bem designada chungaria acaba por travar conhecimentos comigo de forma nada amigável, levou-me a ficar com uma má imagem daquilo que é lisboa à noite.

apesar destes últimos anos terem sido lá passados, a noite lá sempre foi algo que receei. mas pronto, como quem não arrisca não petisca, decidi arriscar e lá fui de novo. nada de novo, desta vez não me chatearam a cabeça com os típicos "tens horas que me digas?". confesso que nem estava com grande expectativa nesta noite, nada mesmo, começou-se a rega com uma imperial servida num copo que já era meio caminho andado prá bezana, e depois as filas e filas para entrar na discoteca, segundo eles, algo "absoluto". juro que fiquei um bocado desiludido com o ambiente, figuravam ali três tipos de pessoas, as crianças, as crianças que roubam, e os outros. prefiro incluir-me nos outros, sinceramente, porque, se já tenho idade para responder a tribunal também devo ter para entrar numa discoteca sem problemas, depois havia as crianças que roubam, esses obviamente só queriam o dinheiro das outras crianças para poderem ir até ao técnico cumprimentar as senhoras da noite. perguntei-me a mim mesmo o que e que fazia um carrão parado a entrada com três raparigas, que à distância pareciam umas bonitezas natas, mas ao aproximarem-se estragaram tudo, e se calhar nem passavam dos 15 anos. verdade seja dita que tanta produção valeu-lhes uma noite daquelas, a avaliar pelo ambiente dentro da discoteca e pelas figuras que elas proporcionavam. foi engraçado de se ver, as irmãs (muito) mais novas de alguém no estilo do roça-roça como expressei na altura, em cima da coluna com mais 5 ou 6 amigas. eu não queria dizer isto, mas juro que parecia muito mais que um estabelecimento de diversão nocturna, ou parecia outro tipo de diversão.

e os pais, no tal carrão, mal as meninas entraram, meteram-se a andar, e deixaram-nas por lá, o que vale e que cada uma delas arranjou um rapaz responsável e sério que tomasse conta delas, senão pior seria.

nisto tudo, lembrei-me vezes e vezes duma reportagem engraçada da tvi de há uns meses que falava disto mesmo.

no fim da noite, apesar disso tudo, que aliás nem me importou nada, mesmo nada, a noite valeu, para mim e para elas acho que também.

e melhor de tudo, ninguém roubou ninguém, vá lá...

miguel

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

certo e sabido

considero que nesta vida só há dois tipos de pessoas, tu e eu, pelo menos é assim que vejo grande parte desta gente deste mundo, onde metade desconfia da outra metade, e não há cá direitos nem privilégios, porque se és obrigado a fazer qualquer coisa que não gostas, reclama-se, mas se fazes aquilo que gostas há sempre qualquer coisa que não esta bem, ou os companheiros de trabalho, o ambiente entre as pessoas não é bom, whatever, há sempre merda, e não há abebias, esquece.

eu digo isto porque, sobre mim, ou seja, eu, sei o que se passa. hoje estava naquela de vir para casa e ouvi, "vou ter de bazar, tenho * namorad* a espera" e tu sabes quem és, é tranquilo, é o exemplo de tantos. eu continuei mas por dentro parei e pensei, eu não tenho ninguém à minha espera, é que nem a porra do comboio, que ainda vou ter de andar rápido para o apanhar, senão mete-se a andar sem dizer nada a ninguém, um bocado do que acontece ao longo da vida, mas enfim.

quando, por dentro, continuei, pensei, não tenho ninguém à espera mas pelo menos tenho-me a mim, e se não está, é porque provavelmente não vale mesmo a pena.

porque, e como diz o profeta carlos nobre, o grande pacman, e passo a citar: "às vezes custa estar sozinho, mas custa muito mais estar sozinho quando se está acompanhado".

lá está, certo e sabido, para vosso bem, por amor de Deus, aprendam esta cena rápido porque como vos digo, existo eu, e existes tu, eu sei que estou por cá, tu é que já não tenho a certeza, e cuidado com os "tus" que por ai andam, muitos deles são piores que o comboio, é que nem sequer são capazes de abrir as portas para poderes embarcar. é fodido, vais sozinho, mas feliz, pelo menos isso.

ps: quando isto te acontecer, lembra-te que escrevi este texto, e nesse dia, espero bem que tenhas alguém por perto, dá sempre jeito, parecendo que não...

ps 2: se não tiveres ninguém, avisa-me que eu tenho uns contactos bacanos.

miguel

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

coisas quentes

já lá vai algum tempo desde então. na altura, e vocês concordam, tudo era bem melhor, dormia-se muito, mas estava-se muito mais tempo com a pestana aberta, pelo menos era assim que parecia comigo, os dias chegavam a ter cerca de 48 horas que se juntavam às 24 seguintes.

o verão já lá vai é verdade, mas hoje senti que estava algures entre julho e agosto, no spot do costume, lá está.

há sempre alguém que insiste, mas que não resiste a um bom dia de praia, de sol, de calor. bem é qualquer coisa que não dá para substituir, só a beleza do sitio, a considerar as mulheres bonitas que por lá param, é um programa que se poderia repetir de janeiro a janeiro.

vá, hoje foi um desses dias, agora que o verão está por cá, e parece até ter simpatizado comigo, fui visita-lo de novo, sentir de novo, ver de novo.

hoje foi assim, amanhã já não, e provavelmente (de certeza) nos próximos meses também não o será.

assim foi, e terminou com uma cena que me levou a escrever isto.

eram cerca de 7 e tal da tarde, e estava um calor do cacete, e o sol a bater-se na linha do horizonte, estava-se mesmo a ir, para aonde é que eu já não sei. mas alguém, do outro lado do mundo estava prestes a dar de caras com ele. é um gajo bacano, é rapaz para iluminar este lado e o outro, tocar nas mais belas coisas do mundo, incluindo claro, a mulher.

ele regressa amanhã, sou capaz de vir com ele.

até lá,

miguel

terça-feira, 13 de outubro de 2009

lembra-te porra

hoje é difícil, mais que ontem, menos que amanha, espero eu.

não faço ponta de ideia do que hei de escrever, provavelmente por não me ocorrer nada, dado que passo o dia em casa como alto nerd.

mas sendo assim, aproveito para falar daquilo que me "diverte" nestes tempos gloriosos, cheios de audácia, estes, por aqui...

há pouco, dei por mim a viajar no meu imaginário da "expo '98". exposição mundial que ocorreu em lisboa de maio a setembro desse ano. e imaginário porque? porque eu, como provavelmente alguns de vós, já não se lembram ponta de corno daquilo. sabia que era uma cena em grande, e à maneira, mas lembro-me de pouca coisa. então o que fiz... pus-me a ver vídeos da expo no youtube, e encontrei umas coisinhas engraçadas, e arrepiantes acrescento. aquilo deve ter sido uma coisa muita porreira de se visitar, e acima de tudo, para não se esquecer, eu visitei até, mas enfim…

num spot publicitário que vi subordinado ao evento dizia-se "de 22 de maio, a 30 de setembro, todos os caminhos vão dar à expo '98". e deram de facto, para um número monstruoso de 11 milhões de visitantes, ou seja, é o mesmo que todas as pessoas de portugal naqueles meses tivessem todas ido à procura do mesmo, e mais, querem saber… na ultima noite, a partir da 20horas, entraram no recinto 250 mil pessoas. epá era uma quarta-feira, no dia seguinte ia tudo trabalhar, mas pronto…

e devem ter adorado, e eu não me lembro. é quase tão revoltante como ser estúpido.

mas enfim, com a ideia que fico é que, agora, onde se vê os jogos da selecção em ecrã gigante, onde se faz filas para ver os tokio hotel, onde a malta se perde de bêbeda, ai há uns belos anos, havia coisas bem mais interessantes para se fazer.

vejam lá, portugal no seu melhor nível, em 94, lisboa é escolhida para capital europeia da cultura, em 98, a expo, em 2001, é a vez do porto se virar para a cultura, o euro 2004, o rock in rio, podemos não fazer grande coisa, mas quando fazemos, se é para fazer, e para ser como deve ser.

ó pessoal patrão deste negócio de milhões, já estava era na altura de repetirem a graçinha, porque aqui no pessoal já anda a falhar a memória.

pode ser que nos vejamos por lá, na expo.

ah não, no parque das nações, é verdade.

até lá,

miguel